Outubro Rosa movimenta unidades básicas da cidade. Mulheres devem procurar orientação e também marcar exames para se prevenir.

Mesmo distante cerca de 700 quilômetros da sogra, que mora no Rio Grande do Sul, é ela que inspira Dayane Cristian Maciel Grambusch a cuidar da saúde. A mãe do marido teve câncer no útero, há alguns anos. “Isso fez com que passasse a me cuidar mais, porque vi o sofrimento dela. Felizmente ela está curada, mas continua em alerta, fazendo preventivo periodicamente, assim como eu”, contou a jovem de 28 anos, que reside em Paranaguá, no bairro Ponta do Caju. 

Dayana aproveitou as atividades oferecidas pela Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap) na programação do Outubro Rosa, para se cuidar. Nesta semana foi ao Centro de Referência de Saúde da Mulher, na região central de Paranaguá, e além do exame preventivo (também conhecido como Papanicolau) aproveitou para realizar teste rápido para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e diabetes. “O Outubro Rosa é um incentivo importante para cuidarmos da saúde. Por isso peço às mulheres que procurem as unidades de saúde e façam exame. Prevenção é muito importante”, avaliou a jovem. 

Cerca de 50 pessoas participaram da ação preventiva dentro do Outubro Rosa realizada pela Semsap no Centro de Referência de Saúde da Mulher, na quarta-feira. O evento ocorre novamente no dia 24, no mesmo horário, das 7h às 16h, e conta com apoio do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) e também do Núcleo de Prevenção à Violência, Promoção da Saúde e Cultura da Paz. Mulheres receberam lanche, orientações e material, além de marcar e realizar exames. Outras atividades estão ocorrendo durante todo o mês em outras unidades de saúde, como a que houve no posto da Gabriel de Lara, com roda de conversa com as mulheres, para realizar orientações. 

O secretário municipal de Saúde e Prevenção, Paulo Henrique de Oliveira, destaca que todo o apoio está sendo dado para que as unidades consigam realizar atividades no Outubro Rosa. “Por determinação do nosso prefeito, Marcelo Roque, estamos fazendo tudo que é possível para que o maior número possível de mulheres de nossa cidade consiga fazer os exames preventivo do colo de útero e mamografia, pois prevenção e ter diagnóstico precoce são muito importantes para que a taxa de cura seja alta”, comentou o secretário. 

De acordo com a enfermeira responsável pelo Centro de Referência de Saúde da Mulher, Luciane Cunha Tavares, com o Outubro Rosa está havendo bastante procura para realização de exame nas unidades básicas. “Claro que ainda não é o número ideal que precisamos realizar durante o ano, mas a procura está boa. Precisamos deixar bem frisado que oferecemos esses exames em outros meses também, não só em outubro”, destacou a enfermeira. 

Paranaguá teve o registro de 9 óbitos de mulheres por conta do câncer de mama, em 2017. A faixa etária mais atingida foi entre os 50 e 69 anos, conforme Luciane Tavares, “mas a situação é preocupante também para grupos com outras idades, como as jovens e mulheres com meia idade”. “Essas mortes têm ocorrido por falta de informação e diagnóstico tardio. Trabalhamos bastante para mudar essa realidade”, esclarece a enfermeira. 

ALERTA AOS SINTOMAS

No caso do HPV, causador do câncer do colo de útero, o trabalho da equipe da saúde é fazer o rastreamento para que a descoberta da doença ocorra na fase inicial do câncer, cuja chance de cura fica normalmente em 95%, conforme a enfermeira Luciane Tavares. Para o câncer de mama o alerta se dá quando há sintomas como nódulo, tamanho de mama diferente, ferida, se houver presença de líquido de cor cristalina ou sanguinolenta vazando pelo bico do seio, além de coloração diferente que apareça na pele, como a laranja. 

A partir dos 50 anos a mulher têm assegurado por lei o direito de fazer mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a cada dois anos. Entretanto, se apresentar sintomas esse tempo pode ser abreviado. Paranaguá está estruturada para realização da coleta do material, no caso do diagnóstico para câncer de colo no útero, desde que seja solicitada por médico o enfermeiro. 

A analise do material coletado é feita no laboratório municipal e num outro particular, devidamente credenciado por meio de licitação recentemente, pelo valor anual de R$ 200 mil, mas que pode chegar a R$ 600 mil, dependendo da demanda. A mamografia também é feita por laboratório, também contratado para tal fim. Por mês são liberados 399 exames, mas a média de procura fica na metade, cerca de 200. 

SECOM




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