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A história política de Marquinhos Roque não pode ser contada sem passar por Mário Roque. Pai e filho construíram trajetórias próprias na vida pública de Paranaguá, mas a influência de Mário sobre a formação política de Marquinhos é reconhecida pelo próprio filho.
Uma reportagem publicada pela Gazeta do Povo em janeiro de 2013 descreveu aquele momento como uma situação inédita na cidade: Mário Roque havia sido eleito prefeito de Paranaguá, enquanto Marquinhos Roque acabara de ser escolhido pelos vereadores para presidir a Câmara Municipal.
A cena mais simbólica aconteceu na própria cerimônia de posse. Como presidente do Legislativo, Marquinhos foi responsável por dar posse ao pai como prefeito. A situação chamou atenção justamente porque colocava pai e filho, simultaneamente, à frente dos dois principais poderes municipais.
Mas a relação de Marquinhos com a política vinha de muito antes daquele momento.
Segundo a Gazeta do Povo, Mário Roque começou sua trajetória política em Paranaguá como vereador, depois de uma atuação ligada ao sindicalismo dos vigias portuários. Em 1996, foi eleito prefeito e posteriormente voltou a ocupar o cargo. A reportagem também registra que Marquinhos acompanhava o pai desde jovem e que o interesse pela vida pública foi despertado nesse período.
A influência não ficou apenas no campo político. Marquinhos também passou por diferentes áreas da administração pública e pelo esporte. A reportagem registra que ele ocupou a Secretaria Municipal de Esportes durante o segundo mandato do pai e também foi presidente do Rio Branco, função que Mário Roque igualmente havia exercido.
Em 2008, Marquinhos foi eleito vereador de Paranaguá pela primeira vez. Quatro anos depois, voltou a conquistar uma cadeira no Legislativo e, em janeiro de 2013, foi eleito presidente da Câmara com os votos de todos os 14 vereadores presentes à votação.
Naquele período, a proximidade entre pai e filho também provocou discussões sobre a independência entre os poderes. A própria reportagem da Gazeta do Povo registrou questionamentos feitos por vereadores de oposição e a avaliação de um cientista político sobre a situação. Marquinhos, por sua vez, afirmou que a Câmara manteria sua função fiscalizadora e que a relação familiar não deveria se sobrepor ao interesse público.
Mário Roque morreu em 2013, enquanto exercia seu terceiro mandato como prefeito de Paranaguá. Sua trajetória deixou uma marca na política local e também se estendeu à família: além de Marquinhos, outro filho, Marcelo Roque, também ocupou funções na administração municipal e posteriormente chegou à Prefeitura de Paranaguá.
Mais de uma década depois daquele momento em que pai e filho estiveram simultaneamente no comando dos poderes Executivo e Legislativo de Paranaguá, Marquinhos continua sua trajetória política.
Novos projetos
Em 2026, ele disputa uma vaga de deputado federal pelo Paraná, pelo PSDB. Segundo os dados eleitorais consultados, sua trajetória nas urnas inclui eleições para vereador em 2008, 2012, 2016 e 2020, além de candidaturas a deputado estadual em 2014 e 2018.
A história de Marquinhos, portanto, reúne diferentes capítulos da vida pública de Paranaguá: o futebol, a Câmara Municipal, a relação política com o pai e, agora, uma candidatura ao Congresso Nacional.
Mais do que uma sucessão de cargos, os registros mostram como a trajetória de uma família acabou se entrelaçando com diferentes momentos da história política recente de Paranaguá.


