21/11/2020

O fim das eleições de 2020 nos apresentou a conclusão de várias situações que ao longo dos últimos quatro anos, de forma lúcida, trouxemos aos nossos leitores. 

Os independentes 

Os integrantes da bancada oposicionista da Câmara de Paranaguá, autodenominada INDEPENDENTES, não tiveram êxito nas urnas nestas eleições. 
Os Independentes era um time.
Gilson Marcondes, Nobrega e Jaime da Saúde tentaram a reeleição para o mesmo cargo em 2020. 
Fangueiro lançou o filho na política e Adriano Ramos disputou pela primeira vez a cadeira do executivo. 
Gilson Marcondes (REPUBLICANOS) foi o mais votado entre os 3 com 578 votos, sendo o único entre eles que ficou como suplente. 

Gilson na eleição de 2016 teve 435 votos e 3.297 como candidato à Assembleia Legislativa do Paraná em 2018.

Jaime da Saúde (PSD) com 574 votos e Nóbrega (AVANTE) com 425 votos não conseguiram votos suficientes para a suplência. 

Jaime na eleição anterior ficou entre os 10 vereadores mais votados com 1087 votos. 

Nobrega também teve um queda significativa no número votos. Em 2016 o Guarda Municipal conquistou 1022 votos ficando entre os 12 mais votados. 

Fangueiro, que nas eleições de 2016 conquistou pouco mais de 900 votos, não conseguiu transferir esses números ao filho em 2020. Daniel Fangueiro (PSD) conquistou 246 e também não alcançou a suplência. 

O que vimos com o resultado destas eleições foi uma queda significativa de votos dos candidatos da oposição (Nobrega e Jaime) que disputaram uma vaga no legislativo municipal, de uma eleição para outra. Cabe a cada um avaliar onde errou. 
Os números refletem diretamente o desempenho de cada vereador e apresenta a insatisfação de 50% de seus eleitores. 

Adriano

O vereador Adriano Ramos optou por disputar a vaga de chefe do executivo e também não conseguiu votos suficientes para ultrapassar o atual prefeito Marcelo Roque. 

Adriano fez aproximadamente 2 mil votos a mais que André Pioli nas eleições anteriores, o que podemos considerar que independente de quem fosse o candidato mais forte entre os opositores de Marcelo, teriam votações semelhantes. 

Nos últimos quatro anos Adriano Ramos já dava sinais, no plenário da Câmara, que seria candidato à prefeitura de Paranaguá. 

Da mesma forma que André Pioli em 2016, Adriano Ramos teve apoio declarado de Oswaldo Eustáquio.

A publicação que Eustáquio fez a declaração de apoio tinha também informações consideradas pela justiça como FALSAS e por esse motivo foi removida pelo Facebook com o status de Fake News.

Eustáquio teve a prisão domiciliar decretada e pousou em sua rede social numa foto com tornozeleira eletrônica. 

A insistência de aliados de Adriano Ramos em publicar em Redes Sociais que o nome de Marcelo Roque não apareceria nas urnas resultou num contra-ataque imediato do atual prefeito que utilizou o mesmo mecanismo para desmentir e orientar os eleitores que seu nome estaria nas urnas. 

O nome de Marcelo Roque estava nas urnas e com uma diferença significativa derrotou seus oponentes políticos com quase 50% dos votos.

Alceuzinho

Com uma queda expressiva de votos, comparando com a última eleição, Alceuzinho Maron fica mais uma vez na terceira colocação em número de votos como candidato a prefeito. 

Em 2016 o candidato teve 11676 votos. 
O ex-deputado estadual neste ano conquistou pouco mais de 6400 votos.

Mesmo sendo apresentador de um programa da TV local, Alceuzinho integra uma lista de membros da imprensa local que não conseguiram se eleger.
Os tradicionais veículos de comunicação nesta eleição não somaram como atributos para auxiliar seus candidatos. Foi isso que vimos nesta eleição. 

O que aprendemos em 2020? 

As redes sociais foram sem dúvida os mecanismos mais usados para divulgar propostas e ações de cada candidato. 
A utilização errada dos recursos virtuais pode resultar num desastre eminente. 
A escolha de profissionais qualificados para gerenciar as redes sociais de um candidato deve ser feita de forma criteriosa. 

O que vimos nas eleições de 2020 foi a ascensão de páginas com muitas CURTIDAS porém sem credibilidade, tendo em vista os personagens que se apresentam como INFLUÊNCIADORES que classificamos como agentes nocivos por desconhecer a melhor maneira de utilizar a plataforma virtual.  

Não podemos esquecer também dos ANTIGOS militantes que serão os eternos opositores do poder. Esses são as faíscas do fracasso e da discórdia. Manter a distância deste lixo virtual é voto garantido. 

Sobre a impugnação e o recurso de Marcelo Roque estaremos comentando após a conclusão do processo no TRE. 

Seme Said é diretor do portal Nosso Paraná

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